A questão infância,adolescência e juventude vem se destacando com maior intensidade na contemporaneidade. Debates relacionados aos direitos humanos desta parcela da população são tratados em diferentes âmbitos,transitando desde o meio acadêmico até os discursos políticos partidários (sem deixar de levar em consideração ao caráter político da academia).
Torna-se essencial problematizar a noção de infância no intuito de desmistificar a naturalização dos conceitos que,muitas vezes,não são contextualizados de acordo com o periodo histórico em que foram formulados.Nesse sentido é importante relembrar que a ideia de infância como uma fase específica da vida e relacionada a uma determinada faixa etária é recente na história da humanidade.
Durante a idade média a preocupação com as "idades da vida" era do domínio científico,porém,as categorias infância e puerilidade,juventude e adolescência,velhice e sexualidade são apropriados pelo senso comum,tal ponto que hoje não se tem mais ideia da importância dessa categoria nas representações do mundo.
O século XX é marcado pelo crescimento da concepção latenta da adolescência separando a distância entre a infância e a maturidade.Nas palavras de Aries (1981) "A consciência da juventude torna-se um fenômeno geral e banal após a guerra de 1914,em que os combatentes de frente de batalha se opuseram em massa em velhas gerações de retaguardas.
Karina Oliveira
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